
quinta-feira, 31 de março de 2011
Deixe que digam, que pensem...

quarta-feira, 30 de março de 2011
Encontre hoje a sua felicidade

segunda-feira, 28 de março de 2011
Aceite o outro como ele é

Filhos, pais, irmãos, primos, avós, maridos, amigos... Não importa o grau de parentesco: o segredo para estabelecer vínculos afetivos realmente verdadeiros está na flexibilidade com a qual se conduz cada relação. Como já citei algumas vezes, é fundamental saber aceitar as diferenças, os valores e as vontades dos outros. Essa postura flexível e leve irá atrair as pessoas ao seu redor. Elas vão querer estar sempre ao seu lado. Tem dificuldades para colocar isso em prática? Pois, hoje, trago um exercício que vai ajudar você nessa empreitada. Vamos lá? Comece tirando qualquer sentimento passado de culpa. Agora, liberte-se dessa personalidade radical, extremista, julgadora, justiceira - enfim, dessa mania de dirigir a vida dos outros da maneira como você conduz a sua. Algumas vezes nós nos tornamos muito fechados. Vamos, então, tentar abrir ao máximo nosso leque de aceitação. Lembre-se de que cada pessoa deste mundo está tentando seguir um caminho à própria maneira, como julga ser o correto. Todos nós estamos numa aventura para conhecer as coisas. Sinta como se você tirasse um espírito opressor que esteve ao seu lado durante toda a sua vida. Quer manter bons elos? Eu reforço: deixe de ser tão exigente, intransigente e arrogante. Tudo que você sabe deve ser usado para si mesma. O restante? Deixe estar e abençoe. Você tem filhos? Então, diga: "Vá, filho, escolha seu caminho. Eu lhe abençoo. Você é único, e eu aceito suas diferenças. Não estou aqui para criticar. Eu apenas acompanho - sou colega. Quero esse elo espiritual. Quero essa coisa boa com você!". É isso, pessoal. Se a gente pensa com egoísmo, perde tudo. Se nos abrimos aos elos, só ganhamos. Porque quando solta alguém é que a gente possui essa pessoa de verdade. E quando prende ou impõe, a gente afasta as pessoas amadas. E repita: "De uma vez por todas, eu me abro para aceitar as pessoas, com momentos e particularidades que são diferentes das minhas". Vamos lá: adote essa conduta com os membros da sua família. Incorpore-a também no convívio social e no ambiente profissional. Quanto mais diferente for a criatura, mais você deve se abrir para aceitá-la. A partir disso, você pode perceber muita coisa boa que não via antes, enquanto era egoísta. Pode também conhecer milhões e milhões de realidades no mundo. Muito bem, agora que você está mais aberta e solta, feche os olhos e se eleve. Busque as conexões com suas famílias desencarnadas. Sim, o seu espírito tem elos extraordinários com pessoas que já se foram. Isso é muito importante, porque quando estamos na vida física essas criaturas torcem por nós. Participam como amigos invisíveis, nos socorrem, nos alimentam e tentam ajudar quando podem. As conexões são eternas e jamais se dissolvem. Por fim, repita: "Sei que não caminho só. E nesse elo há muito amor e muita paz. Meu espírito é lúcido para a eternidade. Quando sinto isso forte em mim, essa energia se espalha pelo grupo, fortalecendo os elos verdadeiros. Rompo distâncias e as barreiras da hipocrisia. Eu me aproximo do outro com sinceridade. À medida que me torno apta a aceitar as diferenças, me confraternizo neste mundo de paz".
quinta-feira, 24 de março de 2011
A vida

Na largada, estamos juntos, compartilhando camaradagem e entusiasmo. Mas, à medida que a corrida se desenvolve, a alegria inicial cede lugar aos verdadeiros desafios: o cansaço, a monotonia, as dúvidas quanto à própria capacidade.
Reparamos que alguns amigos desistiram do desafio, ainda estão correndo, mas apenas por que não podem parar no meio de uma estrada; eles são numerosos, pedalam ao lado do carro de apoio, conversam entre si, e cumprem uma obrigação.
Terminamos por nos distanciar deles; e então somos obrigados a enfrentar a solidão, as surpresas com as curvas desconhecidas, os problemas com a bicicleta.
Perguntamo-nos finalmente se vale a pena tanto esforço. Sim, vale. É só não desistir.
sexta-feira, 18 de março de 2011
Mojud e a Vida Inexplicável

Mojud era um funcionário de uma repartição pública em uma pequena cidade do interior. Não tinha qualquer perspectiva de um emprego melhor, e seu país atravessava uma grande crise econômica, e Mojud já estava resignado em passar o resto de sua vida trabalhando oito horas por dia, e tentando divertir-se durante as noites e os finais de semana, vendo televisão.
Certa tarde, Mojud viu dois galos brigando. Com pena dos animais, foi até o meio da praça para separá-los, sem dar-se conta que estava interrompendo uma luta de galos-de-briga. Irritados, os espectadores espancaram Mojud. Um deles ameaçou-o de morte, porque o seu galo estava quase ganhando, e ia receber uma fortuna em apostas.
Com medo, Mojud resolveu deixar a cidade. As pessoas estranharam quando ele não apareceu no emprego – mas como havia vários candidatos para o posto, esqueceram rápido o antigo funcionário.
Depois de tres dias viajando, Mojud encontrou um pescador.
- Onde você está indo? – perguntou o pescador.
- Não sei.
Compadecido da situação do homem, o pescador levou-o para sua casa. Depois de uma noite de conversas, descobriu que Mojud sabia ler, e propos um trato: ensinaria o recem-chegado a pescar, em troca de aulas de alfabetização.
Mojud aprendeu a pescar. Com o dinheiro dos peixes, comprou livros para poder ensinar ao pescador. Lendo, aprendeu coisas que não conhecia.
Um dos livros, por exemplo, ensinava marcenaria, e Mojud resolveu montar uma pequena oficina.
Ele e o pescador compraram ferramentas, e passaram a fazer mesas, cadeiras, estantes, equipamentos de pesca.
Muitos anos se passaram. Os dois continuavam a pescar, e contemplavam a natureza durante o tempo que passavam no rio. Os dois também continuavam a estudar, e os muitos livros desvendavam a alma humana. Os dois continuavam a trabalhar na marcenaria, e o trabalho físico os deixava saudáveis e fortes.
Mojud adorava conversar com os fregueses. Como agora era um homem culto, sábio, e saudável, as pessoas lhe pediam conselhos. A cidade inteira começou a progredir, porque todos viam em Mojud alguém capaz de dar boas soluções aos problemas da região.
Os jovens da cidade formaram um grupo de estudos com Mojud e o pescador, e logo espalharam aos quatro ventos que eram discípulos de sábios. Um dos jovens perguntou, certa tarde:
- Mojud resolveu abandonar tudo para dedicar-se a busca da sabedoria?
- Não – respondeu Mojud. – Eu tinha medo de ser assassinado na cidade onde vivia.
Mas os discípulos aprendiam coisas importantes, e logo transmitiam à outras pessoas. Um famoso biógrafo foi chamado para relatar a vida dos Dois Sábios, como eram agora conhecidos. Mojud e o pescador contaram o que tinha acontecido.
- Mas nada disso reflete a sabedoria de vocês – disse o biógrafo.
- Tem razão – respondeu Mojud. – Mas é a verdade. – Nada de especial aconteceu em nossas vidas.
O biógrafo escreveu durante cinco meses. Quando o livro foi publicado, transformou-se num grande êxito de vendas. Era uma maravilhosa e excitante história de dois homens que buscam o conhecimento, largam tudo que faziam, lutam contra as adversidades, encontram mestres secretos.
- Não é nada disso – disse Mojud, ao ler sua biografia.
- Santos precisam ter vidas excitantes – respondeu o biógrafo. – Uma história tem que ensinar algo, e a realidade nunca ensina nada.
Mojud desistiu de argumentar. Sabia que a realidade era o que ensinava tudo que um homem precisa saber, mas não adiantava tentar explicar isso.
“Que os tolos continuem vivendo com suas fantasias”, disse para o pescador.
E ambos continuaram a ler, escrever, pescar, trabalhar na marcenaria, ensinar os discípulos, fazer o bem. Só prometeram nunca mais tornar a ler livros sobre vida de santos, já que as pessoas que escrevem este tipo de livro não compreendem uma verdade bem simples: tudo que um homem comum faz em sua vida o aproxima de Deus.
terça-feira, 15 de março de 2011
Dependa apenas de você mesma

Para começar, quero reforçar a seguinte ideia: a paz interior só se fará presente quando você se bastar. Só você! Pare, portanto, de se preocupar com a opinião alheia. Lembre-se de que quem está dependente do outro tem de estar preparado para tudo: não só receber elogios, mas também críticas. Fica totalmente vulnerável. Situação um tanto desconfortável essa, não é mesmo? Então, domine de uma vez por todas essa maldita dependência!
A salvação do ser humano existe: é parar de querer coisas do outro. Essa parte é infantil porque quer viver da compreensão alheia. Torno a dizer: é você quem precisa da sua compreensão. Além do que, ninguém é capaz de entender a gente cem por cento. Existem ainda aquelas pessoas que vivem afirmando que são carentes. Ora, isso é uma vergonha! Carência não significa que você precisa receber e sim dar. Dar para si mesma. Se preencher com seu próprio eu. Nada é mais importante que a sua aprovação, o seu amor, seus sentimentos e sensações.
Só para ilustrar, quero lhe dar um exemplo. Uma das melhores coisas no mundo não é ter o próprio dinheiro? Pois bem, quem tem esse privilégio faz e acontece; tem autonomia e é livre para escolher boa parte dos seus caminhos. Por outro lado, aquele que depende de outro financeiramente fica totalmente à mercê dele para tomar qualquer decisão que envolva dinheiro. Fica preso, atado.
Pois bem! Aplique agora essa situação na relação afetiva. É a mesma coisa. É terrível depender da atenção, do carinho, do incentivo, do apoio do outro para ficar bem, se sentir feliz. Em outras palavras, quero fazê-la entender que, se você está nessa carência, é apenas você que tem que se resolver. Carência significa que não estou fazendo o que preciso por mim. É uma relação íntima. Só você pode se preencher.
A ciumenta? Ah, essa sofre! Sofre porque ciúme é sinônimo de auto-estima abalada, de não valorização. A pessoa passa a exigir em demasia do parceiro, fica viciada no outro. Quanto mais ela exige, pior sua auto-estima. É um ciclo vicioso. Ciúme nada tem a ver com amor. O ciúme pode, inclusive, levar à loucura. Ele está voltado à atenção; a pessoa quer toda a atenção para si. Isso vira tragédia grega!
Veja bem: quanto mais madura você é, melhor serão seus relacionamentos, especialmente os afetivos. Significa que, quando você se aceita e se valoriza, se torna uma pessoa completa, despreocupada e espontânea. Resultado, só atrai coisas boas.
Pois é, gente, quando pararmos de nos submeter à aprovação e aceitação dos outros, nossos caminhos tenderão a fluir. Saiba que as forças espirituais só agem a nosso favor quando nos respeitamos, nos valorizamos. Então vamos lá: coloque-se sempre em primeiro lugar!
segunda-feira, 14 de março de 2011
A menor constituição do mundo

- Deus pune os criminosos - disse um.
Os outros argumentaram que isto não era uma lei, mas uma ameaça; a frase não foi aceita.
- Deus é amor – comentou outro.
De novo, os sábios não aceitaram a frase, dizendo que ela não explicava direito os deveres da humanidade.
Neste momento, aproximou-se o rabino Hillel. E, colocando-se num só pé, disse:
- Não faça com seu próximo aquilo que você detestaria que fizessem com você; esta é a Lei. Todo o resto é comentário jurídico.
E o rabino Hillel foi considerado o maior sábio de seu tempo.
sábado, 12 de março de 2011
quinta-feira, 10 de março de 2011
Moisés divide as águas

Claro que me lembro. Moisés – Charton Heston – em determinado momento levanta seu bastão, as águas se dividem, e o povo hebreu atravessa a grande água.
“Na Bíblia é diferente”. Comenta meu amigo. “Ali, Deus ordena a Moisés: “diz aos filhos de Israel que marchem”. E só depois que começam a andar é que Moisés levanta o bastão, e o Mar Vermelho se abre”.
“Só a coragem no caminho faz com que o caminho se manifeste”.
segunda-feira, 7 de março de 2011
para pensar
sábado, 5 de março de 2011
A cidade do outro lado

- Sei exatamente qual o objetivo da vida. Sei o que Deus pede ao homem, e conheço a melhor maneira de serví-Lo. E, mesmo assim, sou incapaz de fazer aquilo tudo que devia estar fazendo para servir ao Senhor.
O abade Teodoro ficou um longo tempo em silêncio. Finalmente disse:
- Você sabe que existe uma cidade do outro lado do oceano. Mas ainda não encontrou o navio, não colocou sua bagagem a bordo, e não cruzou o mar. Por que ficar comentando como ela é, ou como devemos caminhar por suas ruas?
“Saber o objetivo da vida, ou conhecer a melhor maneira de servir ao Senhor, não basta. Coloque em prática o que você está pensando, e o caminho se mostrará por si mesmo”.
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