sábado, 11 de junho de 2011

Este blog encerra aqui as suas atividades.

Qual o melhor caminho


Quando perguntaram ao abade Antonio se o caminho do sacrifício levava ao céu, este respondeu:
- Existem dois caminhos de sacrifício. O primeiro é o do homem que mortifica a carne, faz penitência, porque acha que estamos condenados. Este homem sente-se culpado, e julga-se indigno de viver feliz. Neste caso, ele não chega a lugar nenhum, porque Deus não habita a culpa.
" O segundo é o do homem que, embora sabendo que o mundo não é perfeito como todos queríamos que fosse, reza, faz penitência, oferece seu tempo e seu trabalho para melhorar o ambiente ao seu redor. Neste caso, a Presença Divina o ajuda o tempo todo, e ele consegue resultados no Céu".

quinta-feira, 9 de junho de 2011

A nuvem e a duna


“Tudo mundo sabe que a vida das nuvens é muito movimentada, mas também muito curta”, escreve Bruno Ferrero. E vamos a mais uma história:
Uma jovem nuvem nasceu no meio de uma grande tempestade no Mar Mediterrâneo. Mas sequer teve tempo de crescer ali; um vento forte empurrou todas as nuvens em direção à Africa.
Assim que chegaram ao continente, o clima mudou: um sol generoso brilhava no céu, e embaixo se estendia a areia dourada do deserto de Sahara. O vento as continuou empurrando em direção as florestas do sul, já que no deserto quase não chove.
Entretanto, assim como acontece com os jovens humanos, também acontece com as jovens nuvens: ela resolveu desgarrar-se do seus pais e amigos mais velhos, para conhecer o mundo.
- O que voce está fazendo? – reclamou o vento. - O deserto é todo igual! Volte para a formação, e vamos até o centro da África, onde existem montanhas e árvores deslumbrantes!
Mas a jovem nuvem, rebelde por natureza, não obedeceu; pouco a pouco, foi baixando de altitude, até conseguir planar em uma brisa suave, generosa, perto das areias douradas. Depois de muito passear, reparou que uma das dunas estava sorrindo para ela.
Viu que ela tambem era jovem, recem-formada pelo vento que acabara de passar. Na mesma hora, apaixonou-se por sua cabeleira dourada.
- Bom dia – disse. - Como é viver aí embaixo?
- Tenho a companhia das outras dunas, do sol, do vento, e das caravanas que de vez em quando passam por aqui. As vêzes faz muito calor, mas dá para aguentar. E como é viver aí em cima?
- Também existe o vento e o sol, mas a vantagem é que posso passear pelo céu, e conhecer muita coisa.
- Para mim a vida é curta – disse a duna. – Quando o vento retornar das florestas, irei desaparecer.
- E isso lhe entristece?
- Me dá a impressão que não sirvo para nada.
- Eu também sinto o mesmo. Assim que um novo vento passar, irei para o sul e me transformarei em chuva; entretanto, esse é meu destino.
A duna hesitou um pouco, mas terminou dizendo:
- Sabe que, aqui no deserto, nós chamamos a chuva de Paraíso?
- Eu não sabia que podia me transformar em algo tão importante – disse a nuvem, orgulhosa.
- Já escutei várias lendas contadas por velhas dunas. Elas dizem que, após a chuva, nós ficamos cobertas de ervas e de flores. Mas eu nunca saberei o que é isso, porque no deserto chove muito raramente.
Foi a vez da nuvem ficar hesitante. Mas logo em seguida, tornou a abrir seu largo sorriso:
- Se voce quiser, eu posso lhe cobrir de chuva. Embora tenha acabado de chegar, estou apaixonada por voce, e gostaria de ficar aqui para sempre.
- Quando lhe vi pela primeira vez no céu, também me enamorei – disse a duna. – mas se voce transformar sua linda cabeleira branca em chuva, terminará morrendo.
- O amor nunca morre – disse a duna. – Ele se transforma; e eu quero mostrar-lhe o Paraíso.
E começou a acariciar a duna com pequenas gotas; assim permaneceram juntas por muito tempo, até que um arco-íris apareceu.
No dia seguinte, a pequena duna estava coberta de flores. Outras nuvens que passavam em direção à África, achavam que ali estava parte da floresta que andavam buscando, e despejavam mais chuva. Vinte anos depois, a duna havia se transformado num oásis, que refrescava os viajantes com a sombra de suas árvores.
Tudo porque, um dia, uma nuvem apaixonada não tivera medo de dar sua vida por causa do amor.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Ajude o outro sem se desgastar



Será que você conhece seu poder de garantir o próprio bem-estar? Muitas vezes, nos vemos em situações difíceis, que parecem não ter solução. E vou mais longe: ficamos doentes por causa desses problemas, quando na verdade somos os maiores responsáveis por eles. Explico.

Ao seu redor, há um campo energético. Seus assuntos profissionais, sua família, seus relacionamentos, sua saúde... Enfim, tudo tem a ver com esse campo energético, que é alterado por suas atitudes e seus comportamentos. E saiba disto: uma das ações que comprometem seu sucesso é assumir a responsabilidade do outro.

Não tem jeito: uma das grandes besteiras é querer agradar os outros para receber aplausos e aceitação. Não estou falando do ato de ajudar de coração - isso é bacana! O problema é que costumamos ser generosos para que nos aprovem. E toda vez que você assume o outro, fica envolvida energicamente com ele - e sofre! Sofre porque esse outro tem problemas e carrega energias nada positivas, que acabam passando para você.

Resultado: essa ligação ruim atrapalha a sua prosperidade. Além disso, você começa a apresentar sintomas físicos e emocionais derivados disso: retenção de líquido, dores de estômago, dores de cabeça, além de sono excessivo e medos que não têm sentido algum.

É o que aconteceu com uma garota que tratei. Ela era diabética - segundo os médicos, era problema genético. Quando começou a me contar a própria história, constatei que ela tinha uma ligação muito intensa com a mãe, uma idosa totalmente dependente da filha - por safadeza mesmo. A mãe era o tipo de pessoa infeliz que se prendia à filha, alegando preocupação com ela.

Por culpa ou sei lá o quê, a filha achava que tinha de assumir a mãe. Pura bobagem! Então, eu abri o jogo com a moça: enquanto ela não se livrasse da figura da mãe, não se tornasse adulta e não deixasse de ser tão boazinha, não conseguiria ser verdadeira consigo mesma. Desse jeito, não dá pra ser feliz! Começamos a fazer um trabalho de desligamento com relação à mãe. Foi duro. Ela chorou, chorou e, por fim, conseguiu se desprender e se aliviar. A partir disso, o corpo dela começou a ter reações estranhas. De acordo com a equipe médica, o organismo dela estava começando a rejeitar a insulina tomada diariamente. Enfim, ela deixou de ser diabética! Muito intrigante, não é, leitora?
O que eu quero, com essa história real, é mostrar até que ponto pode chegar um contágio energético ruim. Por isso, precisamos viver nossas vidas e nos desligar dos outros de vez em quando, seja quem for - pai, mãe, irmão, marido, filho, namorado, amigos etc.

E digo mais: não devemos apenas nos desligar dos outros, mas também do passado, das tristezas, das mágoas e de posturas críticas em relação a tudo e a todos. Todas essas atitudes, frutos da nossa personalidade, infestam negativamente nosso campo energético. Isso é péssimo para a felicidade, a conquista dos nossos objetivos, a abertura dos nossos caminhos e a vida de uma maneira geral.
Vamos lá! Seja mais bondosa consigo mesma. Liberte-se para conquistar o seu próprio bem-estar. Pense nisso!

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Um momento de paz, por favor!


Já falamos sobre a importância de estarmos no nosso melhor. E mais: que só seríamos protegidos pelo Universo e, por conseqüên­cia, alcançaríamos o sucesso, se estivéssemos comprometidos com este nosso melhor. Entendo que muitas leitoras possam ficar inseguras, no sentido de não saber se estão tomando o rumo certo de sua vida. Mas calma, minha gente, tudo vai se organizando e se encaixando à medida que você vai relaxando e conquistando mais confiança em si mesma. Vamos, portanto, fechar os olhos e fazer um exercício que vai promover uma dose extra de tranqüilidade, além de induzi-la para esse trabalho de busca do seu melhor. Se puder, grave o texto abaixo e ouça-o com uma música suave:

"Preste atenção em você. Não importa o que tenha feito, se deu certo ou não, se o resultado foi esse ou aquele. Não se recrimine. A consciência de que há algo que está precisando ser mexido basta! Não precisa colocar emoção negativa, não precisa se condenar. Vamos apagar essas impressões que o mundo deixou em nós, fruto da convivência com pessoas autoritárias e malignas, que pregavam a punição como forma de crescimento. As coisas ruins, quando dramatizadas, só crescem e se tornam mais difíceis. Aprenda a não dramatizar quando perceber alguma coisa negativa em você.

Diga comigo: não aceito drama. Claro que gostaria que tal situação estivesse melhor, mas vou descobrir o caminho para isso. Sem dramas. Quando faço um escândalo, parece que sou impotente, inadequada e errada. Reforço com isso a minha baixa auto-estima. Não quero mais isso. A partir de agora, eu quero me promover.
Eu sei que sou capaz de realizar qualquer coisa e, todas aquelas em que eu acreditar, sei que um dia farei. Aceito o meu poder, fico comigo em paz e faço só o que acho necessário. Não vou exagerar. Faço o mínimo esforço com o máximo de funcionalidade. Eu não quero condenação. Não quero sentir nenhum mal a meu respeito. Se descubro uma coisa ruim, procuro uma opção melhor e pronto. Não há o que corrigir. Há o que aprender, testar e compreender.

Eu penso o que eu quero. As vozes da minha cabeça existem, mas não preciso escutá-las. Eu tenho o poder de mudar o que quiser. Não me exijo tanto e, principalmente, não me exijo aquilo que ainda não está claro para mim. Respeito o jeito com que eu sou e o mundo que está ao meu redor. Eu tenho paz. Eu sinto a paz porque tenho um brilho interior. Eu posso me dedicar às coisas por inteiro, e não pela metade. Não temo o amanhã, porque, seja o que for, eu estarei comigo, garantida. Eu me darei sempre atenção, apoio e calma. Eu estou segura. Eu sei que sou inteligente, que tenho coragem e prazer de ser eu mesma."

Ao final da gravação, absolva-se, leitora! Antes de começar este exercício, talvez você tivesse o hábito de se condenar toda vez em que fazia algo de errado. E depreciava-se justamente no momento em que mais precisava de força. Lembre-se de que é no momento em que a gente erra que mais precisamos de coragem e apoio. Respeito, amor por si mesma. É disso que você precisa.

Se você está do seu lado, tudo fica menos dramático e mais simples. A vida, inclusive, é mais fácil com os outros, quando ela é mais fácil de ser vivida com você mesma. A sua maior vantagem ao se aceitar é o usufruto dos prazeres da vida, do seu próprio equilíbrio, do seu sucesso e realização. É a capacidade de botar em ação a realidade que nosso espírito quer viver.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Deu vontade? Faça e Renove-se!


Lanço a você algumas perguntas:

O que seria, para você, se renovar?
O que você jogaria fora da sua casa, do seu guarda-roupa?
O que você não experimentou que poderia experimentar? Pular de pára-quedas? Esquiar?
O que sempre teve vontade de fazer, mas acabou deixando de lado? Pegar a trouxa e se mandar? Sumir por um tempo?
Vamos lá, jogue fora essa velha que está aí, dentro de você! Abra logo mão desse seu jeito careta!!!
Que tal mudar de amigos? Conhecer pessoas novas?
Que tal apostar naquele esporte que sempre quis fazer? Ou retomar aquele curso que parou e do qual gostava tanto?
Lá, dentro de si, tinha um sonho de construir algo e desistiu no meio do caminho? Que tal investir nele agora?


E olha só, pessoal, fazer isso ou aquilo não depende de tempo e dinheiro! Basta estar viva e lúcida. Socorro, estou achando que tem uma velha aí dentro de você! Pois é, quando nos deixamos levar por padrões de rigidez (isso pode, aquilo não pode), vemos um grande número de possibilidades e oportunidades jogadas no lixo. Naturalmente, vamos apagando nossa sensibilidade, matando nosso espírito da juventude e entrando numa monotonia sem fim. Sem notar, vamos encolhendo nossos horizontes.

Veja só: qual é o protótipo do velho? É aquele que se queixa, enche o saco, pega no pé dos que estão ao seu redor, implica com tudo e vive irritado e de cara feia. Pode ter 11, 20 ou 50 anos; se apresentar essas características, é velho. Velho é uma praga. Na verdade, é uma doença terrível que ataca pessoas em qualquer idade.

Perceba, agora, como esse estado pesa. Percebeu? Agora respire e reaja! Comece dizendo para si: “Tudo pode acontecer. Tudo posso fazer. Não preciso, necessariamente, ter o amanhã que eu imagino. O que importa é o meu hoje. Abro espaço para fazer o que quero hoje”.

Os dias passam a ser somente o que você vê, e não o que você cria. Isso é velhice. Saia disso. Velho quer a certeza; jovem, a abertura e o improvável. Velho quer se segurar em alguma coisa; jovem, ficar solto. Recebe tudo o que vier e ainda acha graça. Velho quer ficar no antigo; jovem, o novo, quer mudar e seguir com a sua época, o seu mundo. Velho está no passado, nas lembranças, nas cicatrizes; jovem, trabalhando o amanhã, no sentido da vanguarda. Então, se agita e se move com toda a facilidade.

Como não existe o amanhã, permita-se ser outro. Faça mudanças, já. Pergunte para seu espírito o que ele gostaria de fazer e faça-o. Rompa limites. Todos os dias, faça alguma coisa nova. Saia descalço, simplesmente, ou faça qualquer outra coisa diferente. Rompa uma regra. Você não imagina como vai se divertir com pequenas coisas e se sentir tão bem... Rompa o limite, procure seu espírito. A sugestão está aqui. A solução está com você!

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Com serenidade, o mundo fica melhor


É com ela que você vai abrir muitas portas, porque não há prazer e não há vitória, sem paz. E já reparei o seguinte: as forças espirituais, os melhores mentores e as melhores energias, só se aproximam de mim quando me coloco na paz. Seja qual for a ajuda que esteja precisando, não dá outra: só obtenho o que preciso quando estou na PAZ. Vamos, portanto, assentar um pouco dentro de nós essa paz por meio de um trabalho interior.

Então pergunto: qual é a sua batalha? Observe aquele aspecto da sua vida que, no seu entender, você quer melhorar. Coloque paz ali. Tente mudar suas atitudes com relação a esse aspecto. Claro que você quer soluções positivas. Mas, para isso, solte seu espírito de guerreira. Aos poucos, você vai sentir mudanças bioenergéticas em si mesma, como a sensação de relaxamento, a circulação de energias, uma certa moleza de corpo e até alguns bocejos. Isso significa que você está saindo do astral do guerreiro, que sempre a faz encontrar inimigos.

Saia desse campo que estava em conflito e repita: “Eu vou renunciar à guerra, a todo tipo de luta. Dever haver outras maneiras de lidar com essa situação. Vou relaxar, soltar meu braços, minhas costas e minha rigidez de guerreira forte. Guardo essa armadura e energia para ter firmeza e bancar uma série de coisas, mas não para guerrear com meus oponentes. Não vou convencer ninguém a nada. Eu quero estar na paz porque assim, tudo tem um jeito. Eu opto por essa postura.”

Vá construindo um clima de paz ao seu redor, confiando que o banco de informações e providências universal está sempre à sua disposição. E, se você permanecer na paz, ele proverá tudo o que você precisa. A paz lhe dará segurança. Você vai descansar das batalhas, vai desprender o seu corpo do peso das lutas e do esforço. À medida que o estresse vai cedendo, sua motivação, disposição, vitalidade e tesão vão ganhando espaço.

Qual é o outro ponto da sua vida que você podia entrar em paz? Pense nele e adote a mesma estratégia. Vá soltando a guerreira em você. Quanto mais você estiver na paz, em vários aspectos da sua vida, mais as placas de tensão vão começar a se destacar do seu corpo. As reações físicas? Novamente virão o bocejo, a sensação estranha de moleza ou mesmo de sono. Mas tudo vai embora depois. Porque a paz viabiliza a funcionalidade.

Uma das coisas extraordinárias da paz é a capacidade de abençoar. Seja o que for que lhe parecia complicado e difícil de resolver, abençoe. E coloque o bem acima de qualquer dificuldade. Você se sentirá bem imediatamente porque o bem é prazeroso. Tudo isso são estratégias para você fazer sua vida funcionar melhor. Não é ter passividade. É mudar o modo de agir. Mas sem guerra!

A manutenção desse exercício é muito importante. Você pegou alguns pontos e colocou a paz neles, mudando sua estratégia com relação a esses assuntos. Caso a figura da guerreira queira ressurgir dentro de você, volte-se de novo para a paz. Vá ouvir uma música, faça uma atividade gostosa, mas não guerreie. Com ninguém, nem consigo mesma. E nem fique cultuando o assunto que lhe atordoa. Não permita que ele tome conta de você. Faça isso e verá as modificações extraordinárias que acontecerão na sua vida.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Fique de bem com a vida


Nesta semana, quero voltar a um assunto: a importância de cultivar uma cabeça boa. Para isso, ensinarei um exercício muito simples. Com ele, você conseguirá, definitivamente, estabelecer um elo com o positivo. Desse modo, você poderá aumentar a possibilidade de alcançar a realização em qualquer aspecto da vida. Vamos lá?

Comece removendo os pensamentos negativos que costumam habitar a sua cabeça. Como se faz isso? Anotando tudo. Coloque no papel ideias fixas de impotência, aquelas previsões pessimistas de que algo não irá se concretizar, enfim, tudo aquilo que realmente incomoda você. Olhe fixamente para o que escreveu e deixe virem à tona possíveis sensações.

Sabe o que vai acontecer? Aos poucos, cenas do passado e imagens de algumas pessoas vão aparecer na sua mente, apontando de onde vem cada um desses pensamentos. Ou seja, você vai se dar conta de que eles são frutos de interpretações e julgamentos errados. Pronto! Uma vez detectada a origem deles, será muito mais fácil você se desprender e se libertar de todos eles. Mais do que isso, você terá a possibilidade de criar uma nova ideia, uma reflexão mais positiva acerca de si mesma, com pensamentos como “sou boa”, “sou capaz” e “mereço o melhor da vida”.

E então, já tentou? Para completar a atividade, convido você a fazer uma meditação de positividade. Procure um local tranqüilo dentro da sua casa, coloque uma música bem suave, da sua preferência, acalme os pensamentos e leia em voz alta o seguinte texto:

“Tudo está bem na minha vida. Todos os pensamentos agressivos que tenho com relação a mim e a outras pessoas estão se afrouxando. Não acredito em doença. Eu possuo a saúde como um estado natural e, neste instante, tomo posse da saúde. Eu acredito na vida fluindo facilmente e na realização de todos os meus desejos. Eu desejo a paz e, por isso, estou em paz. Eu desejo o amor e sinto o amor. Eu desejo prosperidade, eu sou próspera. Sou calma. Vejo tudo com mais facilidade. A cada dia que passa eu me sinto melhor. Sou feliz e mereço a felicidade, a fortuna e o progresso. Acredito no progresso da minha cidade, do meu país e do mundo. Agora eu sou luz viva, consciência e espírito. Eu sou força. Eu estou amorosamente protegida pelo sistema imunológico do meu corpo, das minhas emoções e da minha mente. Eu só atraio situações prazerosas para minha vida. Eu mereço alegria. Sou livre para cantar, dançar, rir, aprender e conviver. Eu gosto da vida. Eu me aceito como sou e aceito as pessoas exatamente como elas são. Cada vez mais eu entendo a mim e aos outros. Cada vez mais sei agir, principalmente com os outros. Não existe passado, não existem bloqueios. Existe somente paz. Eu estou totalmente em paz.”

Ao terminar o exercício, faça dez respirações profundas e agradeça ao Universo. Esteja certa de que ele anda de mãos dadas com o melhor, o sucesso e a realização. É isso aí, permita-se envolver com essa energia totalmente positiva. Aos poucos você irá desenvolver esse conhecimento e perceber que a ação divina estará sempre interferindo a seu favor.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Pílulas da Sabedoria


Quero dar uma breve trégua para os temas que venho abordando, para compartilhar alguns pensamentos simples e singelos, mas poderosos. Ainda que pareçam meio óbvios, eles chamam atenção para condutas que todos nós devíamos incorporar nas nossas vidas.

Na correria do dia-a-dia, com as preocupações e o maldito estresse, nos deixamos levar pelas sensações momentâneas. Aí, esquecemos de refletir sobre as atitudes mais adequadas a tomar em cada situação. É natural.

Os pensamentos que trago a seguir nada mais são do que lembretes, para fazer de você uma pessoa melhor - não para os outros, mas para você mesma... A paz interior é simplesmente uma conseqüência. Aproveite!

Sonhe
Mas não deseje ser quem você não é. Isso é pesadelo.

Almeje
Mas não queira ter uma vida igual à de outra pessoa. Isso é morte.

Imagine
Mas não fantasie o que não pode ter. Isso é loucura.

Dispute
Mas não tente vencer aquilo que é considerado invencível. Isso é suicídio.

Fale
Mas não apenas de si mesma. Isso é egoísmo.

Apareça
Mas não se mostre com orgulho. Isso é exibicionismo.

Admire
Mas não se machuque com inveja. Isso é falta de autoconfiança.

Avalie
Mas não se coloque como um modelo de conduta. Isso é egocentrismo.

Alegre-se
Mas nada de exageros ou muito alarde. Isso é desequilíbrio.

Elogie
Mas não fique se desmanchando em bajulações. Isso é hipocrisia.

Observe
Mas não faça julgamentos. Isso é falta de amor-próprio.

Chore
Mas não se declare um ser infeliz. Isso é autopiedade.

Importe-se
Mas não cuide da vida do próximo. Isso é abandonar sua própria vida.

Ande
Mas não atravesse o caminho alheio. Isso é invasão.

Viva
Feliz com o que pode ter. Feliz com o que dá para ser. Isso é paz

terça-feira, 24 de maio de 2011

Abaixo a culpa!

Eu já expliquei que a paz interior poderá ser facilmente conquistada à medida que você ouvir a própria alma, der espaço para o seu bom senso, certo? Concordo que a tarefa não é das mais fáceis; trata-se de um grande desafio. Afinal, existem aquelas outras vozes (que eu chamo de amebas), fruto das pressões sociais, que ficam insistentemente, ao redor das nossas cabeças, dizendo o que a gente "tem que" fazer - "Você tem que ser organizada", "Você tem que estudar", "Você tem que ser tolerante".

Pois bem, a história vai mais longe. Quando desprezamos essas vozes, elas nos pressionam mais ainda, e acaba aparecendo um outro sentimento em nós mesmos: o da culpa. A culpa traz a dor, que é uma forma da alma nos mostrar que alguma coisa está errada. Assim, quando algo dói, é sinal de que precisamos tomar uma atitude para eliminar a causa. Infelizmente, aprendemos que sentir culpa é um bom modo de sanar o problema. Ou seja, você se desculpa e tudo bem. Mas não é bem assim. A culpa não é solução, mas é, na verdade, um sinal de que estamos agindo inadequadamente.

Para compreender melhor o que é culpa, tomemos o fato de você ter esquecido de telefonar para um amigo, por exemplo. Note agora que você está dividida em dois: um lado sério que lhe cobra determinados comportamentos (você deveria ter ligado) e um outro lado que é você na realidade, agindo de acordo com a sua capacidade de percepção das coisas no momento que agiu.
Se ficar do lado das cobranças, ou seja, da ameba do "tem que", ela vai pressioná-la e novamente a culpa aparecerá. Agora, faça uma experiência nova: fique do seu lado e procure perceber os verdadeiros motivos e sentimentos que a levaram a desobedecer às ordens. Seja corajosa e assuma-se. Diga a si mesma: "Eu sou o que sou". Diga-se: "Eu não telefonei, pois o que fazia naquela hora era mais importante", ou outra coisa que seja o real motivo. Ao assumirmos nossas verdades, anulamos o poder dado às amebas. Porém, se inventarmos desculpas e argumentos ludibriantes, fortaleceremos ainda mais o poder delas. Isso significa que temos medo delas, pois a consideramos invencíveis. Com essa atitude, estaríamos aumentando o seu poder sobre nós. Lembre-se: normalmente você fica do lado do seu cobrador e se machuca. Mas isso não a ensina a fazer as coisas certas.
Agora preste atenção: provavelmente notará um grande alívio ao ficar do próprio lado. Você se sentirá leve, já que estará trabalhando com a sua verdade, o que aconteceu na real. Não importa o que dizem a seu respeito. Com o tempo, se sentirá ainda mais corajosa para ser autêntica com as pessoas. Pare de pedir desculpas. Comece a se assumir como você é. O respeito por si, com certeza, a levará a aperfeiçoar suas habilidades sem sofrimento.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Seja muito feliz em qualquer idade

Onde é que foi parar aquele seu espírito jovem, que sempre topava mil e uma, ria de tudo e de todos e driblava qualquer problema de cabeça fria?

Existem pessoas que nos impressionam pelo grau de conservação. O que poucos entendem é que o segredo de tamanha jovialidade está na maneira como conduzem as próprias vidas. Ou seja, elas mantêm um comportamento centrado no hoje, desprezam o ontem e o amanhã e têm a posse de si. Posse de si nada mais é do que a capacidade de não ter marcas – é a facilidade de digerir o que nos acontece. É exercer o desapego. Deixar ir embora o que passou tira o peso da gente, peso esse que vai marcando e fazendo cicatrizes. Envelhecendo. À medida que dissolve essas lembranças, você se regenera e esse processo começa a aparecer no seu corpo.

Muito cuidado, portanto, com a arrogância, pois ela é perigosíssima dentro desse contexto. O arrogante não aceita uma situação e fica preso a ela, além de se queixar anos a fio. Para que segurar essas coisas? Para deixar nosso caminho mais pesado e desgastante? O que passou, passou! Já aprendemos o que tínhamos que aprender. A vida já nos mostrou o que tinha que ser mostrado. Não estou dizendo para ser conformada. Mas, diante de uma situação, faça a sua parte. Se não obtiver resultado, vire a página e caminhe para a frente. Acabou!

É claro que todo mundo já passou por dificuldades e dramas, mas são coisas que estão no nosso viver, que fazem parte das nossas experiências. O grande diferencial é a maneira como uma pessoa reage a tais situações. Enfim, como você lidou até então, como vai lidar daqui pra frente e até melhorar tal situação é o que vai determinar o seu grau de juventude.

Outro grande erro é idealizar. Nossa cabeça idealiza tudo: como deveria ser a vida afetiva, o próprio corpo, como deveria ter agido em determinada situação, como as pessoas deveriam ser... Enfim, é uma lista de aspirações que não acaba mais. E, quando a realidade não se apresenta de acordo com aquilo que se imaginou, vem a revolta e, por conseqüência, a marca dessa luta. Olha lá, hein? Esse é o veneno que a corrói e a deixa uma velha podre! Isso mesmo, podre!!! Porque haverá perdas na sua aparência, na saúde, na mente e nas suas capacidades mentais. A postura do espírito da juventude é aceitação e leveza com as coisas.

Pois, então, onde está aquele seu espírito jovem? Aquele que topava mil e uma, ria de tudo e de todos e driblava, de cabeça fria, os problemas que se apresentavam? Eu sei, gente, muita coisa muda. Você casa, tem filhos e acumula responsabilidades. Mas também não precisa entrar nesse dramalhão, nesse enfoque de vida rígido que consome não só o seu prazer de viver, como o seu poder de regeneração, deixando-a velha, feia e impotente. Vamos desmaterializar essa velha que existe aí dentro! Recomeçar é fundamental. Recomece HOJE!

Dê a você novas oportunidades. A chance de uma vida nova, de tentar ser uma outra pessoa. Abra-se para a renovação. Você vai ver que até o seu gosto vai mudar: sua maneira de se vestir, a escolha de novos amigos, preferências musicais e gastronômicas... Tudo! Se você quer “acontecer”, tire essa velha de dentro de si. A partir daí, vem a restauração das suas glândulas, dos seus hormônios, da sua constituição física. Porque tudo isso depende do seu astral. Vamos buscar, vamos alimentar nossa curiosidade e descobrir coisas novas. É disso que o espírito precisa, para se realizar e ser feliz!

quinta-feira, 19 de maio de 2011

O destino está nas suas mãos


É isso mesmo, leitora: o destino está nas suas mãos. Temos uma visão que nos coloca sempre como vítimas da nossa vida. Vítimas da genética ou, como dizem os psicólogos, da influência dos pais, da educação. Essas influências existem e até certo ponto são importantes, mas não são determinantes do nosso destino. Somos seres eternos. Viemos nos constituindo a partir de muitas experiências, trazendo bagagem e conhecimento. Na verdade, nós influenciamos nossa genética, nosso meio. Ou podemos ser influenciados, dependendo da maturidade de cada um. Uma pessoa menos experiente, por exemplo, se deixa influenciar mais.

Ignorantes ou não, todos têm o poder. O que você não pode perder de vista é que não importa a vida que teve no passado. Todos temos o poder de decidir. A gente está sempre escolhendo. Agora mesmo, você está optando entre prestar atenção na minha coluna ou dar vazão aos pensamentos que passam pela sua cabeça.

Precisamos entender, também, que 10% desse nosso controle está nas mãos do "eu" consciente. Os 90% restantes são controlados por outro centro que a gente conhece como alma, como si mesmo. Esse centro coordena a vida de todo o seu corpo - físico, mental, espiritual etc. Religiosamente, dizem que é o Deus interior.

E a alma não controla somente o que está dentro da gente; ela rege tudo o que está ao seu redor. Está ligada ao cosmo. Por ser vasta, a alma tem poderes ilimitados e pode lhe dar tudo. No entanto, fomos educados ouvindo a história de a vida ser dura, conquistar o que se quer com muito esforço. Por educação ou por conceitos religiosos, tudo é difícil. Alma não, gente. Alma quer tudo de bom da maneira mais fácil.

Preste atenção: hoje, o conceito do grande homem é uma fantasia e está atrapalhando o que a alma quer fazer por nós. Na verdade, o homem vive no inferno, cheio de medos e na paranóia do que pode acontecer. Os pensamentos ruins são incontáveis. Isso significa que ele não tem a menor confiança nos 90%. Coragem vem da alma. Vontade vem da alma. E a gente não a escuta!

A natureza nos deu a alma para que possamos saber o que fazer. Ela nos orienta por dentro. O raciocínio é importante, mas não é tudo. Não é ele que dirige, que faz a sua vida funcionar. A alma procura outros meios para falar o que está certo. Você pensa que as pessoas à sua volta estão lá por acaso? É para você enxergar algumas coisas.

Se, no momento, estiver passando por maus bocados, mais pra frente dará certo. Situações difíceis pelas quais a gente passa são lições da alma. Ela está tentando fazer com que mudemos algumas coisas para levar adiante e tomar novos passos. E como ficar do lado da alma? Como ouvi-la e atendê-la? O que fazer para a alma fazer o seu trabalho?

Sendo você mesma. Confie no próprio taco, não faça tipo para agradar ninguém, não dê ouvidos aos outros, faça o que gosta. Quem está bem consigo, se realiza. Quando você se põe confiando, se dando, a abundância surge. O sucesso será apenas uma conseqüência...

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Ao melhor de todos - final


O desespero de Anne


Recebo finalmente meu primeiro prêmio literário no exterior – mais precisamente, na França. Acontece que, no dia da entrega, estarei em Los Angeles por causa de compromissos assumidos anteriormente. Anne Carriére, minha editora, fica desesperada. Fala com os editores americanos, que se recusam a abrir mão das minhas conferências já programadas.
A data do prêmio chegando, e o premiado não poderá ir; o que fazer? Anne, sem me consultar, liga para Jorge Amado e explica a situação. Na mesma hora, Jorge se oferece para me representar na entrega do prêmio.
E não se limita a isso: telefona para o embaixador brasileiro e o convida, faz um lindo discurso, deixa todos os presentes emocionados.

O mais curioso de tudo isto, é que eu só iria conhecer Jorge Amado pessoalmente quase um ano depois da entrega do prêmio. Mas sua alma, ah, essa eu aprendera a admirar como eu admiro seus livros: um escritor famoso que jamais despreza os principiantes, um brasileiro que fica contente com o sucesso de seus conterrâneos, um ser humano sempre pronto a ajudar quando lhe pedem algo.
Obrigado, Jorge. Que o mundo cada vez conheça melhor seu trabalho, porque ele foi escrito com o talento de um gênio - por um homem de bem.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Ao melhor de todos - parte 2

O recorte no envelope


As palavras de Christina não podiam ser mais acertadas: o coração puro. E Jorge, o escritor brasileiro mais conhecido no exterior, era (e é) a grande referência do que acontecia em nossa literatura.
Um belo dia, porém, “O Alquimista”, escrito por outro brasileiro, entra na lista dos mais vendidos da França, e em poucas semanas chega ao primeiro lugar.
Dias depois, recebo pelo correio um recorte da lista, junto com uma carta afetuosa sua, me cumprimentando pelo feito. Jamais entraria, no coracão puro de Jorge Amado, sentimentos como o ciúme.
Alguns jornalistas – brasileiros e estrangeiros - começam a provoca-lo, fazendo perguntas maldosas. Jorge, em nenhum instante, se deixa levar pelo lado fácil da crítica destrutiva, e passa a ser meu defensor em um momento difícil para mim, ja que a maior parte dos comentários sobre meu trabalho era muito dura.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Ao melhor de todos - parte 1


Av. Copacabana

Eu tinha editado, com meus próprios recursos, um livro chamado “Os Arquivos do Inferno” (do qual muito me orgulho, e se não está atualmente nas livrarias é unicamente porque ainda não me atrevi a fazer uma revisão completa do mesmo). Todos nós sabemos o quanto é difícil publicar um trabalho, mas existe algo ainda mais complicado: fazer com que ele seja colocado nas livrarias. Todas as semanas minha mulher ia visitar os livreiros em um lado da cidade, e eu ia para outra região fazer a mesma coisa.
Foi assim que, com exemplares de meu livro debaixo do braço, ela ia atravessando a Av. Copacabana, e eis que Jorge Amado e Zélia Gattai estão do outro lado da calçada! Sem pensar muito, ela os abordou e disse que o marido era escritor. Jorge e Zélia (que provavelmente deviam escutar isso todos os dias) a trataram com o maior carinho, convidaram para um café, pediram um exemplar, e terminaram desejando que tudo corresse bem com minha carreira literária.
“Você é louca!” eu disse, quando ela voltou para casa. “Não vê que ele é o mais importante escritor brasileiro? “
“Justamente por isso”, respondeu ela. “Quem chega onde ele chegou, precisa ter o coração puro.”

sábado, 14 de maio de 2011

Um conto de fadas


Maria Emilia Voss, uma peregrina de Santiago, conta a seguinte história:

Por volta do ano 250 a.C., na China antiga, um certo príncipe da região de Thing-Zda estava às vésperas de ser coroado imperador; antes, porém, de acordo com a lei, ele deveria se casar.
Como se tratava de escolher a futura imperatriz, o príncipe precisava encontrar uma moça em quem pudesse confiar cegamente. Aconselhado por um sábio, ele resolveu convocar todas as jovens da região, para encontrar aquela que fosse a mais digna. M
Uma velha senhora, serva do palácio há muitos anos, ouvindo os comentários sobre os preparativos para a audiência, sentiu uma grande tristeza - pois sua filha alimentava um amor secreto pelo príncipe.
Ao chegar em casa e relatar o fato à jovem, espantou-se ao ouvir que ela também pretendia comparecer
A senhora ficou desesperada:
- Minha filha, o que você fará lá? Estarão presentes apenas as mais belas e ricas moças da corte. Tire esta ideia insensata da cabeça! Eu sei que você deve estar sofrendo, mas não transforme o sofrimento em uma loucura!
E a filha respondeu:
- Querida mãe, não estou sofrendo e muito menos fiquei louca; sei que jamais poderei ser a escolhida, mas é minha oportunidade de ficar pelo menos alguns momentos perto do príncipe, isto já me torna feliz – mesmo sabendo que meu destino é outro.
À noite, quando a jovem chegou ao palácio, lá estavam efetivamente todas as mais belas moças, com as mais belas roupas, as mais belas jóias, e dispostas a lutar de qualquer jeito pela oportunidade que lhes era oferecida.
Cercado de sua corte, o príncipe anunciou o desafio:
- Darei para cada uma de vocês uma semente. Aquela que, dentro de seis meses, me trouxer a flor mais linda, será a futura imperatriz da China.


A moça pegou a sua semente, plantou-a num vaso, e como não tinha muita habilidade nas artes da jardinagem, cuidava terra com muita paciência e ternura - pois pensava que, se a beleza das flores surgisse na mesma extensão de seu amor, ela não precisava se preocupar com o resultado.


Passaram-se três meses e nada brotou. A jovem tentou um pouco de tudo, falou com lavradores e camponeses – que ensinaram os mais variados métodos de cultivo – mas não conseguiu nenhum deu resultado. A cada dia sentia-se mais longe o seu sonho, embora o seu amor continuasse tão vivo como antes.
Por fim, os seis meses se esgotaram, e nada nasceu em seu vaso. Mesmo sabendo que nada tinha para mostrar, estava consciente de seu esforço e dedicação durante todo aquele tempo, de modo que comunicou a sua mãe que retornaria ao palácio, na data e hora combinadas. Secretamente, sabia que este seria seu último encontro com o bem-amado, e não pretendia perde-lo por nada neste mundo.
Chegou o dia da nova audiência. A moça apareceu com seu vaso sem planta, e viu que todas as outras pretendentes tinham conseguido bons resultados: cada uma tinha uma flor mais bela do que a outra, das mais variadas formas e cores.
Finalmente vem o momento esperado: o príncipe entra e observa cada uma das pretendentes com muito cuidado e atenção. Após passar por todas, ele anuncia o resultado - e indica a filha de sua serva como sua nova esposa.
Todos os presentes começam a reclamar, dizendo que ele escolheu justamente aquela que não tinha conseguido cultivar nenhuma planta.
Foi então que, calmamente, o príncipe esclareceu a razão do seu desafio:
- Esta foi a única que cultivou a flor que a tornou digna de se tornar uma imperatriz: a flor da honestidade. Todas as sementes que entreguei eram estéreis, e não podiam nascer de jeito nenhum.

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Do mercado

O filósofo Sócrates, que provocou uma verdadeira revolução no pensamento humano (e por causa disto acabou condenado à morte), era sempre visto passeando pelo mercado principal da cidade.

Certo dia, um dos seus discípulos perguntou:

“Mestre, aprendemos com o senhor que todo sábio leva uma vida simples. O senhor não tem nem mesmo um par de sapatos?”.

“Correto”, respondeu Sócrates.

O discípulo continuou: “entretanto, todos os dias o vemos no mercado principal, admirando as mercadorias. Será que podíamos juntar dinheiro para que possa comprar algo?”

“Tenho tudo que desejo”, respondeu Sócrates. “Mas adoro ir ao mercado, para descobrir que continuo completamente feliz sem aquele amontoado de coisas!”

terça-feira, 10 de maio de 2011

Santo Agostinho e a lógica

Deus fala conosco através de sinais. É uma linguagem individual, que requer fé e disciplina para ser totalmente absorvida.
Santo Agostinho foi convertido desta maneira. Durante anos procurou, em várias correntes filosóficas, uma resposta para o sentido da vida. Certa tarde, no jardim de sua casa em Milão, refletia sobre o fracasso de toda a sua busca. Neste momento, escutou uma criança na rua, cantando: “Pega e lê! Pega e lê!”
Apesar de sempre ter sido governado pela lógica, resolveu - num impulso - abrir o primeiro livro ao seu alcance. Era a Bíblia, e ele leu um trecho de São Paulo - com as respostas que procurava.
A partir daí, a lógica de Agostinho abriu espaço para que a fé também pudesse participar, e ele se transformou num dos maiores teólogos da Igreja.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Domine a vaidade


Quero hoje falar sobre ilusão, pois é impressionante como ela compromete, em vários setores e aspectos, a vida e a felicidade das pessoas. Eu já havia falado que ilusão é o uso negativo da fantasia. E que toda desilusão é fruto da ilusão. Ou seja, o indivíduo idealiza modelos e determinadas situações e, quando se depara com a realidade, entra em crise. Todo mundo costuma dizer que a realidade é cruel, mas na verdade é a ilusão que machuca.

A ilusão mais popular, mais comum, é a vaidade. A pessoa que é vaidosa precisa da aprovação dos outros. Aliás, ela espera tudo a que tem direito: reconhecimento, valorização, respeito, admiração, amor. Como não consegue, finge e incorpora um personagem que nada tem a ver com a sua maneira de ser. Sua reputação está em jogo, ela não pode ser malfalada. Ao contrário, precisa ser aplaudida. E veja bem: todo mundo é vaidoso! "Eu 'tenho que'... para os outros me..." Isso é terrível! A gente faz um tipo para obter das pessoas o que quer. Sinceridade, nem pensar! "Imagine, se eu for natural, sincero, o outro pode me rejeitar e dar o contrário do que eu quero."

Mas, por que as pessoas são vaidosas? Por que elas se submetem a esse tipo de situação? Pode observar: o que todo vaidoso faz é buscar alguma coisa para se realizar, para se sentir bem. Geralmente, o que ele procura é exatamente aquilo que não teve durante a trajetória da sua vida. Respeito, por exemplo.
Dessa forma, ele vai fazer um gênero qualquer para obter o tão almejado respeito. Ou seja, ele se esconde atrás de um personagem e toda a sua espontaneidade vai por água abaixo. No fundo, ele faz isso para se proteger, mas acaba se sufocando, se sentindo pequeno e ficando totalmente dependente do outro.

Na prática, ele até consegue enganar as pessoas e, como no exemplo anterior, pode até conseguir o respeito. Mas, lhe pergunto: o respeito do outro preenche a alma dele? Eu lhe garanto que não! A ilusão do vaidoso é acreditar que, incorporando um 'jeito de ser', ele conseguirá o que tanto busca no outro. Daí ele se sentirá maravilhoso. Tudo bobagem! O 'eu interior' não se realiza, somente o que vem de dentro da gente nos satisfaz, nos faz sentir plenos.
"Se eu me amo, estou preenchido." "Se me considero, me sinto preenchido." "Se me aceito, me sinto preenchido."

O do outro não preenche, gente! Pode até ser legal, num primeiro momento, mas a realização depende de si mesmo. Como aquela garota que arruma um namorado para não se sentir sozinha e, de repente, ela se pega numa solidão com o parceiro do lado. Ou como o filho que optou pela advocacia com a intenção de ganhar a aprovação do pai, mas não tem nada a ver com ele.
Gente, o que é nosso é o verdadeiro. O dos outros não é importante. A vaidade aniquila, pois ela não passa de uma ilusão. Você se mata por aquilo e mesmo assim vive infeliz, pois aquilo não o preenche. Volto a dizer: vaidade não é defeito, é ilusão. A gente herda tudo isso dos pais, da sociedade. Quando você conseguir se libertar dessa herança, vai poder viver toda a sua autenticidade e entrar em contato com a sua alma, numa vida cheia de beleza e harmonia.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Bateu um certo desespero? Calma!

É impressionante como um grande número de pessoas se encontra na seguinte situação: em desespero. É o seu caso? Você está aflita? Se sente vulnerável? Provavelmente você está insegura porque tinha ilusões de enxergar a felicidade de um jeito que não deu certo. Quando percebeu que estava perdendo o controle da situação, começou a ficar desesperada. Os motivos são o mais diversos possível. Não conseguir cumprir aquilo que tanto desejou, não dar conta do recado de realizar os planos no amor, na carreira e na vida em geral. Você pode até chorar, desabafar um pouco e aliviar as tensões, mas o que deve fazer é nada mais, nada menos, do que confrontar a sua atual realidade. E, para tanto, você precisa de CALMA.

Pois é, leitora, não é com a cabeça cheia de ideias malucas que você conseguirá recuperar o controle. O primeiro passo, portanto, é respirar fundo e se soltar. Vamos lá, cabeça fresca! E, depois, você não vai se permitir ficar sofrendo à exaustão, não é mesmo? Você se gosta, lembra-se? Diga para si mesma: "Que se dane tudo! Não vou sofrer, porque sou uma pessoa inteligente. Vou encontrar uma solução, sem opressão ou confusão". Vamos lá, repita essa frase e não deixe as emoções dominarem sua mente.

Você está cansada, né? Geralmente, quando a gente entra em desespero, é porque as coisas já vêm nos atormentando há um bom tempo. Então, largue um pouco esse monte de problemas e se espreguice! Espreguice seus ombros, as pernas e os braços como se estivesse se livrando de todo esse tormento. Recuse-se a sofrer. Solte-se desse drama. Agora se sente melhor? Eu sei que você ainda não resolveu aquela situação. Aliás, você já reparou que tem sempre aquela voz interna dizendo: "Resolva, resolva, resolva... Tenho que fazer... Não posso ter feito o que fiz... Que horror... O que vai acontecer?" Enfim, essas formas de pensamentos (essas amebas!) insistem em dirigir nossas vidas. Então, dê um berro no interior da sua cabeça e ordene para que elas se calem. Seja dura e firme. Você não é obrigada a fazer nada que não queira, certo? E agora, melhorou? Ao menos um pouco, tenho certeza que sim. É, minha gente, quando adotamos pulsos fortes no nosso mundo interior, os desconfortos se amenizam.

E os outros? Como você dá importância a eles, não? Para quê? Não há ninguém que vá segurar sua barra, além de você mesma. Se você não gosta e não quer tal coisa, imponha-se, sem se preo­cupar ou ficar desesperada com o que os outros vão achar ou falar. E nada de se condenar também! Não sei por que a gente tem essa mania. Por não ser boa o suficiente? Por não se sentir maravilhosa? Por não ser aquela supermulher? Mas você não precisa ser magnífica, basta ser humana. Basta ser você. Tenha vergonha na cara e deixe de dar importância para essas bobagens que são as opiniões dos outros. Mande embora esse maravilhoso juiz que insiste em condená-la e reforce pra si mesma: "Eu sou o que sou. Fiz o que fiz. E, o que vier, eu banco e encaro". Experimente! Encare tudo com o espírito mais leve, sem drama e sem culpa, porque isso tudo só a assusta. Saia dessa, leitora, porque o susto que leva ao medo só nos faz pequenos e travados, sem saber por qual caminho seguir. Largue esse medo e enfrente a situação, seja ela qual for. De cabeça fria, você vai fazer o seu melhor. E, claro, vai dar a volta por cima."

quinta-feira, 5 de maio de 2011

O sentido da verdade

Em nome da verdade, a raça humana cometeu seus piores crimes. Homens e mulheres foram queimados. A cultura de civilizações inteiras foi destruída. Os que procuravam um caminho diferente eram marginalizados.
Um deles, em nome da “verdade”, terminou crucificado. Mas - antes de morrer - deixou a grande definição da Verdade.
Não é o que nos dá certezas.
Não é o que nos dá profundidade.
Não é o que nos faz melhor que os outros.
Não é o que nos mantém na prisão dos preconceitos.
A verdade é o que nos dá a liberdade. “Conhecereis a Verdade, e a verdade vos libertará”, disse Jesus.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

De árvores e cidades

No deserto de Mojave, é frequente encontramos as famosas cidades-fantasmas: construídas perto de minas de ouro; eram abandonadas quando todo o produto da terra tinha sido extraído. Haviam cumprindo seu papel, e não tinha mais sentido continuar sendo habitadas.
Quando passeamos por uma floresta, também vemos árvores que - uma vez cumprido seu papel, terminaram caindo. Mas, diferente das cidades-fantasmas, o que aconteceu? Abriram espaço para que a luz penetrasse, fertilizaram o solo, e tem seus troncos cobertos de vegetação nova.
As nossa velhice vai depender da maneira que vivemos. Podemos terminar como uma cidade - fantasma. Ou então como uma generosa árvore, que continua a ser importante, mesmo depois de caída por terra.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Faça sua luz interior brilhar

Há certas coisas na vida da gente que são incontroláveis. Vamos supor que você tenha algum problema e não consiga resolvê-lo de maneira alguma. De repente, você se vê num estado de medo e impotência, por não conseguir encontrar a melhor solução. Aí, você acaba se estressando, se preocupando. Pois bem... o melhor caminho é relaxar e jogar essa questão nas mãos da luz.

Luz é a nossa fonte de inspiração. Ela significa confiança, coragem, alegria e entusiasmo. Quando essa sensação está dentro de nós, nos sentimos iluminados, lúcidos, de uma maneira peculiar. Muitos chamam isso de Deus, Cristo interior... Enfim, luz é o infinito e proporciona soluções. Basta confiar nela, e sua vida flui. Então, não adianta se preocupar e ficar naquele exercício mental de querer controlar tudo e todos.

Aliás, querer controlar as pessoas é um dos grandes erros da humanidade. Nada e ninguém é controlável, mas a gente resiste a essa ideia. Por exemplo: muitos pais tentam controlar os filhos. À medida que crescem, esses filhos começam a mentir, a enganar, a não ser sinceros - ou seja, se fecham e se afastam. É uma estratégia de defesa!

Você já reparou na diferença entre querer controlar e querer influenciar? Influenciar é algo que vem de uma proposta mais aberta, não invasiva: passar determinados conceitos sem aquela vontade doentia de dar ordens. Diante de imposições, qualquer um se sente acuado, sem luz e sem alma para se colocar e agir com liberdade.

Enfim, essa história de querer o bem e controlar não funciona na educação e no convívio com as pessoas. Observe outro exemplo: o casamento. Quando o marido ou a mulher tentam dominar um ao outro, o amor vai embora. As pessoas se afastam. Posso dizer a mesma coisa em relação ao apego. Se é apegada, você não tem luz interior.

Volto a dizer: ninguém é de ninguém. Gostar não é prender - é soltar! A gente procura naturalmente as pessoas que nos deixam à vontade. Chega a ser interessante: você deixa o indivíduo confortável por não querer dominá-lo, e ele se sente tão bem que procura você. Ele começa a gostar de você, do nada. A grande conquista, portanto, é estar em si. É estar na própria luz. Nesse caso, o amor, o carinho e o bem chegam, mais cedo ou mais tarde.

Olha, gente, eu aprendi a não me envolver com as pessoas, nem com o mundo, nem com o ambiente. Quando eu gostava de alguém, eu assumia essa pessoa de tal maneira que eu sofria as consequências dos problemas dela. Acho que eu não preciso passar por qualquer coisa ruim para ajudar alguém. Isso é antinatural - não é inteligente! Hoje, quando um indivíduo vem me contar aquelas histórias catastróficas ou mil problemas, eu nem ouço muito. Só começo a jogar luz nessa pessoa. A luz dela vai se acendendo e levando-a para o melhor. A alma dela, a essência dela é que vai identificar o melhor caminho a seguir.

Para que vou me envolver com a vida dela? Pra que tentar controlar uma situação que não me pertence? A vida da luz fala por si, gente! Confie nela. Entregue-se ao seu eu interior. Fique na sua luz - e você verá tudo funcionar ao seu redor.

sábado, 23 de abril de 2011

Qual o sentido das coroas

Quando Moisés subiu ao céus para escrever determinada parte da Bíblia, o Todo Poderoso pediu para que desenhasse pequenas coroas em cima de algumas letras da Torah.
Moisés disse:
- Criador do Universo, por que colocar estas coroas?
-Porque daqui a cem gerações, um homem chamado Akiva irá interpretar o verdadeiro significado destes desenhos.
- Mostre-me a interpretação deste homem - pediu Moisés.
O Senhor levou Moisés ao futuro, e colocou-o numa das aulas do rabino Akiva. Um aluno perguntava:
- Rabino, por que estas coroas desenhadas em cima de algumas letras?
- Não sei - respondeu Akiva. - E acredito que nem Moisés sabia. Mas como ele era o maior de todos os profetas, fez isto apenas para nos ensinar que, mesmo sem compreender tudo que o Senhor faz, ainda assim devemos fazer o que nos pede.
E Moisés pediu perdão ao Senhor.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

O pessimismo é um câncer da alma

Você pode não ter dinheiro, mas, se for rico em bom senso, será um pai ou uma mãe brilhante. Se você contagiar seus filhos com seus sonhos e entusiasmo,
a vida será enaltecida.

Se for um especialista em reclamar, se mostrar medo da vida, temor pelo amanhã, preocupações excessivas com doenças, estará paralisando a inteligência e a emoção deles.

Não seja um transmissor de "mazelas psíquicas" aos seus filhos, netos e bisnetos...

Demonstre força e segurança aos seus filhos.

Diga frequentemente à eles:

"A verdadeira liberdade
está dentro de você.",

"Não seja frágil
diante das suas preocupações!",

"Enfrente as suas manias e ansiedade",

"Opte por ser livre!"

Cada pensamento negativo deve ser combatido, para não ser registrado (pela mente).

O verdadeiro otimismo é construído pelo enfrentamento dos problemas e não pela sua negação.

Os otimistas têm menos chances de ter doenças emocionais e psicossomáticas.

O pessimismo é um câncer da alma.

Muitos pais são vendedores de pessimismo ao transmitirem para seus filhos um futuro sombrio.

Tudo lhes é difícil e perigoso. Estão preparando os filhos para temer a vida, fechar-se num casulo,
viver sem poesia...

Nutra seu filho de otimismo sólido !

Não devemos formar super-homens,
como preconiza Nietzche.

Pais brilhantes não formam heróis, mas seres humanos que conhecem seus limites e sua força.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Eu quero, eu posso, eu me transformo

Vamos meditar hoje:

"Eu estou consciente e tenho o poder de pensar como eu quero. Tenho o direito de pensar no que eu quero para o meu próprio bem. Eu tenho e posso impor ao meu mundo interior tudo aquilo que eu quiser. E quero me sintonizar com o melhor. Esqueço, a partir de agora, a pessoa que eu fui, sobretudo meus vícios de pensamentos. Penso apenas na paz. Penso nela, permitindo que seu perfume toque minha aura e atinja todas as áreas da minha vida, todos os cantos do meu corpo. Penso na paz com uma mensagem de ordem e equilíbrio perfeito.

Deixo fluir na minha cabeça a consciência do 'eu posso'. Eu posso estar na paz. Impor essa paz é praticar o meu poder pessoal com responsabilidade divina, obtida por herança natural. O melhor para mim é um grande sorriso no peito. É a felicidade barata e fácil a que tenho direito. É tão simples pensar que o melhor está em mim! A beleza está em mim. A suavidade está em mim. A ternura, o calor, a lucidez e o esplendor das mais belas formas do universo estão em mim. Aí eu me abro inteira, viro do avesso e sinto que não há fronteiras nem barreiras para mim. Sinto que o limite é apenas uma impressão. Sinto que cada condição foi apenas a insistência de uma posição. Sinto que sou livre para deixar trocar qualquer posição por outra melhor. Sou livre para descartar qualquer pensamento ruim, qualquer sentimento ou hábito negativo, qualquer paixão dolorosa. Porque eu sou espírito. Sou luz da vida em forma de pessoa.

Ah, universo, eu estou aberta para o melhor para mim. Eu sei que muitas vezes sou levada por uma série de pensamentos ruins. Mas é porque eu não conhecia a força da perfeição. Eu não conhecia a lei do melhor. Agora eu me entrego, me comprometo comigo, com o universo e contigo. Vou manter a minha mente aberta. Esse momento me desperta, me traz a inspiração ao longo do dia onde se efetiva a luz que irradia para quem insiste no próprio aperfeiçoamento.

Não quero pensar nas minhas fraquezas. Quero olhar bem fundo nos meus olhos e ver como eu sou bonita, como fiz e faço coisas maravilhosas e como o meu peito está cheio de vontade. Eu assumo a responsabilidade sobre essas vontades e me projeto com força nessa identidade de saber que eu posso, sim, fazer o melhor. Despertar o meu espírito é viver nele. É ter a satisfação de ser eu mesma. É poder ser original, única, pequena e grande ao mesmo tempo. Sei agora que o melhor está a meu favor. Meu sucesso, aliás, é o sucesso de Deus que se manifesta em mim como pessoa em transformação. Eu sinto como se tivesse sentado nessa cadeira da solidez universal porque eu estou no meu melhor. Porque sou o sucesso da eternidade, porque estou há milhares de anos seguindo e não fui destruída. Porque o universo garante. Grito dentro de mim mesma: de todas as coisas da vida, o melhor ainda sou eu. O melhor sou eu!"

terça-feira, 19 de abril de 2011

Tire o ciúme da sua vida

Faça isso já, porque estamos diante de uma terrível armadilha. O ciúme nada mais é do que um sentimento nocivo que acaba não só com os relacionamentos, mas com a vida de muita gente. Ele leva à dor e à desilusão, comprometendo principalmente nossa vontade de viver.

Nossa, gente, como a ciumenta sofre! E sofre porque ciúme é um sinal de que a auto-estima não anda muito bem. A pessoa passa a exigir muito do parceiro, fica viciada no outro. Quanto mais ela exige, menos auto-estima tem. É um círculo vicioso. Não, não podemos nos deixar levar por esse sentimento. Mas você deve estar se perguntando: “Como controlar algo que vem de dentro?”, “Como neutralizá-lo logo que ele aparecer?”.

Vamos fazer um trabalho de auto-suficiência. Isso significa que você precisa, acima de tudo, se bastar. Quero que você compreenda que, para ser feliz no amor, primeiro precisa estar bem consigo mesma. Não se submeta à estima e ao apoio do outro. Lembre-se: aquilo que você procura no parceiro não vai estar nele. Antes, você precisa se tornar uma pessoa bacana para si mesma. Quando você começar a cultivar suas próprias virtudes, conseguirá estar plena afetivamente. Valorize-se, assuma-se. Isso surpreenderá você. Naturalmente você criará uma atmosfera em volta de si e atrairá pessoas do bem.

É, minha gente, a salvação do ser humano está em parar de querer o que é do outro. Há mulheres que vivem afirmando que são carentes. Ora, isso é vergonhoso! Carência não significa que você precisa receber, mas que você deve dar — dar a si mesma, preencher-se com o próprio eu. Volto a dizer: nada é mais importante que sua aprovação, seu amor e seus sentimentos.

Talvez você tenha entendido como funciona esse processo emocional, mas ainda não esteja segura de que conseguirá incorporá-lo à prática. Certo? Então, vamos lá: assim que o ciúme começar a dar o ar da graça, recolha-se, feche os olhos, respire fundo, solte todas as tensões e livre-se das preocupações. Preparada? Faça agora, bem calmamente, a seguinte mentalização:

"Sou completa, despreocupada e espontânea. Só atraio coisas boas. As forças espirituais agem a meu favor porque me respeito, porque me coloco sempre em primeiro lugar. Eu jogo fora velhas ideias e assumo atitudes positivas novas, porque quero sempre o meu melhor."

Devagar, imagine agora uma luz no seu peito, uma luz quente e confortável que vai crescendo e se abrindo. À medida que o brilho cresce, você muda de lugar e se vê numa praia. Uma música vem do ar, como se seres invisíveis tocassem pra você. Isso lhe dá conforto, uma sensação de paz e de tranquilidade. Sua cabeça se esvazia de pensamentos. Você se entrega à vida, deixando que ela leve você pelo próprio fluxo.

Diga em pensamento: "Eu sou livre para escolher. E escolho ser feliz, porque estou bem, porque sou o bem. Neutralizo todo e qualquer sentimento que ameace minha alegria. Eu sou responsável pelo meu próprio bem-estar. A partir de agora, vou alimentar apenas emoções que me tragam leveza e que me conduzam à verdadeira realização. Faço minha parte e, assim, contribuo para a minha evolução".

"Há mulheres que vivem afirmando que são carentes. Ora, isso é vergonhoso! Carência não significa que você precisa receber, mas que deve dar — dar a si mesma, preencher-se com o próprio eu."

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Com delicadeza, você se fortalece

O mundo invisível está sempre trabalhando a nosso favor. Imagino, no entanto, como deve ser difícil acreditar que temos uma força ao nosso lado. Pois este exercício que proponho agora vai ajudá-la na busca dessa certeza. Sim, essas forças estão realmente com a gente. Vamos lá? Vamos provocar estados que possam favorecer essas forças. Nesse momento, coloque a harmonia e a tranquilidade dentro de si. Deixe a encrenca, a briga e as reclamações de lado. Aprenda a reivindicar, e não a reclamar. Reclamar é não ter nenhum movimento de ação positiva para melhorar o que se quer. Reivindicar, por outro lado, é importante, faz parte do processo da vida, do nosso processo democrático e também espiritual e filosófico. Vamos, portanto, criar um mundo cada vez melhor. Dentro dos limites e das nossas condições, é claro! Mas vamos deixar as queixas de lado. Queixa é só arrogância, lamentação, vitimismo, autopiedade, austeridade infundada, rigidez. Vamos sair dos bancos de juízes. Não somos juízes de ninguém e de nada. Vamos fazer como os sábios: abrir para tudo ver, tudo entender, sempre se dizendo “nada sei”. Para que nesse “nada sei” abra-se a possibilidade do saber mais. Pare de querer controlar a sua vida e a de todos ao redor. Isso só desgasta sua energia e cria mais frustrações, raiva e perturbação. Compreenda que só temos o agora. Fique, então, aqui agora. Dê a mão à vida como quem a cumprimenta e pare com essa briga, essa luta ou qualquer outra batalha. Deixe seu coração repousar na crença de que há maneiras inteligentes e melhores para você aprender o que é certo e resolver as coisas. Você não precisa aprender pela dor, aprenda por amor. A si mesma. Ceda a si mesma. Pare de disputar, de querer mostrar. Dê a si mesma o sossego da liberdade de viver cada momento e, também, de poder mudar. Pare com as promessas longínquas de que não poderá cumprir. Ponha suas metas entre parênteses, porque a vida pode ter outros planos para você. Esteja pronta a mudar de rumo. Porque a certeza da morte nos impõe isso. Mas não só a morte pode ser a grande mudança. Outras coisas podem ser grandes mudanças. O importante é caminhar com as forças invisíveis a nosso favor, para que elas possam nos desenvolver. Para que nosso poder aumente, assim como nossa capacidade de criar sempre o melhor. Descanse na aceitação de tudo e de todos. Jogue fora suas formas, sua moral. Serene essa sua luta diária e essa busca incessante da paz. Porque, quando paramos de buscar, as coisas vêm a nós. Sei que é difícil. Afinal, o desejo a domina. Mas, quando nós abandonamos esse tipo de atividade psicológica, tudo começa a vir em nossa direção. Cai no nosso colo. No mundo invisível, tudo se move de uma forma que não sabemos como é. E, de repente, as realizações começam a se manifestar. Parece magia, porque não enxergamos como esse fenômeno acontece. Mas um dia enxergaremos melhor. Por isso estamos caminhando para a lucidez total. Vivemos em vários níveis de universos energéticos sobrepostos, mas vamos ainda compreender que vivemos num mundo em que nos colocamos nas situações que nós criamos. Sinta-se sempre capitã do navio, mude seu rumo. O agora tem o poder de criar o futuro. Nós somos a própria vida individualizada, a própria inteligência da natureza manifesta da realidade.

domingo, 17 de abril de 2011

Fortaleça seu espírito e ganhe saúde

É isso mesmo! Você sabia que a saúde se faz presente quando nosso estado psicológico está harmonizado com o espírito? Quando algo vai mal, ou seja, quando você insiste em manter posturas inadequadas diante da vida, o seu organismo começa a emitir sinais, os chamados sintomas, que vão determinar diferentes tipos de doenças. Posturas inadequadas? Sim, isso mesmo. Nem sempre, porém, temos a lucidez de escolher os melhores caminhos diante de determinadas situações. Aquilo que realmente faz bem ao nosso espírito. Costumamos nos guiar pelo “acho que” ou pelo “tenho que” e, enfim, vivemos alimentando preconceitos e crenças impostos pela sociedade, que nivela todos por igual – enquanto cada um é diferente do outro, não é? Embora vivamos no coletivo, é fundamental respeitar a ideia de que cada ser é único e tem suas próprias verdades. Doença é o aviso do espírito de que você está fazendo opções contrárias à sua realização. E não pense que esse desconforto só acontece no corpo. Ele pode atuar também na sua vida financeira, familiar, afetiva, sexual, profissional e social. Se algumas dessas áreas estão em desequilíbrio atualmente, por certo é seu espírito lhe chamando a atenção: “Olha o que você está fazendo!”. Então não perca tempo: pare e repense sua maneira de ser e de agir a cada desconforto pelo qual passa. E procure fazer e estar no seu melhor, no próprio dia-a-dia. Isso se chama evolução. Para o espírito, é essa vivência que conta. Se um dia você viveu no melhor, trate de resgatá-lo ou mantê-lo, senão vira doença. Agora calma lá, hein, gente? Esse melhor não está relacionado a um conjunto de valores moralistas e ideológicos. Nem tampouco ao politicamente correto ou ao moralmente correto. Nada a ver. O espírito, inclusive, desconhece essas porcarias. O que ele conhece? Apenas a sua vivência. Ou seja, o que você viveu, sentiu e funcionou. Esse é o seu melhor. Cada um tem o seu melhor. E como falei, tudo vai evoluindo. Há tempos, algumas coisas eram o seu melhor, de acordo com a sua vivência. Hoje o seu melhor pode ser outro, e assim por diante. Essa é a exigência da saúde. O espírito exige que você mantenha a melhor atitude, o melhor conhecimento, o melhor que você sabe a cada minuto. Esse é o espírito da saúde. Com um simples exemplo vou deixar essa ideia mais clara. Quer ver? Hoje você ama um tipo de comida. Amanhã, experimenta um prato totalmente diferente e aquele que era, até então, seu preferido, passa a ficar de lado. Isso mostra o que em nós? A tendência que o ser humano tem de querer ficar só com o que é melhor. Pois é isso mesmo, gente! Temos que levar em consideração a nossa vivência no melhor, na objetividade, na questão do “eu vivo” e do “eu sinto”. Nosso bem é um bem conceitual. É aquilo que nos dá prazer, que nos faz sentir livres, contentes, motivados e tesudos. Na verdade, é o que estou tentando passar em praticamente todas as colunas que escrevo e, sobretudo, nos cursos que dou. Se a gente consegue focar nesse melhor, o espírito nos contempla com alegria, felicidade e muita realização.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Da segunda chance

Um guerreiro da luz sempre tem uma segunda chance na vida. Como todos os outros homens e mulheres, ele não nasceu sabendo manejar sua espada. Errou muitas vezes antes de descobrir sua Lenda Pessoal. Nenhum guerreiro pode sentar-se na taverna, e dizer aos outros: “sempre agi certo”. Quem disser isto está mentindo, e ainda não aprendeu a conhecer a si mesmo. O verdadeiro guerreiro da luz já cometeu injustiças, fez sofrer o próximo, derramou sangue por mesquinharias. Até que um dia seu caminho apareceu diante dele, e ele o seguiu. No decorrer da jornada, percebe que as pessoas com quem agiu errado tornam a cruzar com ele. É sua chance de corrigir o mal que causou, e ele a utiliza sempre, sem hesitar.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Dulce e a paz

Num bar em Buenos Aires Estou com a escritora venezuelana Dulce Rojas, tomando um café em Buenos Aires; discutimos sobre a ideia da paz, que tem andado muito distante do coração humano. Dulce então me conta a seguinte história: Um rei ofereceu um grande prêmio para o artista que melhor pudesse retratar a ideia da paz. Muitos pintores enviaram seus trabalhos ao palácio, mostrando bosques ao entardecer, rios tranquilos, crianças correndo na areia, arco-íris no céu, gotas de orvalho em uma pétala de rosa. O rei examinou todo o material que lhe foi enviado, mas terminou selecionando apenas dois trabalhos. O primeiro mostrava um lago tranquilo, espelho perfeito das montanhas poderosas e do céu azul que o rodeava. Aqui e ali se podiam ver pequenas nuvens brancas, e, para quem reparasse bem, no canto esquerdo do lago existia uma pequena casa, a janela aberta, a fumaça saindo da chaminé – o que era sinal de um jantar frugal, mas apetitoso. O segundo quadro também mostrava montanhas. Mas estas eram escabrosas, os picos afiados e escarpados. Sobre as montanhas o céu estava implacavelmente escuro, e das nuvens carregadas saiam raios, granizo e chuva torrencial. A pintura estava em total desarmonia com os outros quadros enviados para o concurso. Entretanto, quando se observava o quadro cuidadosamente, notava-se numa fenda da rocha inóspita, um ninho de pássaro. Ali, no meio do violento rugir da tempestade, estava sentada calmamente uma andorinha. Ao reunir sua corte, o rei elegeu esta segunda pintura como a que melhor expressava a ideia da perfeita paz. E explicou: - Paz não é aquilo que encontramos em um lugar sem ruídos, sem problemas, sem trabalho duro, mas o que permite manter a calma em nosso coração, mesmo no meio das situações mais adversas. Este é o seu verdadeiro e único significado.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Da coragem


Ninguém é corajoso todo tempo. O desconhecido é um desafio constante, e o medo faz parte da jornada. O que fazer? Converse consigo mesmo. Já disse isso uma vez aqui, mas repito: falar sozinho ajuda mais do que imaginamos, porque desperta a voz de nosso anjo da guarda. À medida que falamos, uma força interior nos dá segurança para superar os obstáculos que precisam ser vencidos. Aprendemos as lições das derrotas que – inevitavelmente – vamos sofrer. E nos preparamos para as muitas vitórias que farão parte de nossa vida. Fale sozinho. Converse com você. Mesmo que os outros achem que você ficou louco. “O que é coragem?”, perguntou o discípulo. “Coragem é o medo que fez suas preces”, respondeu o mestre.

quinta-feira, 31 de março de 2011

Deixe que digam, que pensem...

Diante de uma crítica qualquer, muita gente se sente diminuída, ofendida, com a autoestima abalada. Aliás, você já reparou que vários elogios podem ser anulados por uma única crítica? Você pode até ser bajulada a todo momento... Mas basta alguém chegar e dizer que você deveria ser assim ou assado que tudo muda - mesmo que a pessoa diga isso de maneira delicada. Aquilo bate forte dentro do peito. Nossa, em situações como essa a gente fica totalmente desconcertada! E, automaticamente, adotamos uma postura defensiva. É... os seres humanos são muito vulneráveis! Só de imaginar que vai ser criticada, você já muda a maneira de agir, já deixa de fazer as coisas como queria, não se coloca na vida como gostaria... E mais: tem gente que gasta uma vida inteira adotando posturas e atitudes falsas para evitar críticas. Então, preste atenção! Mesmo que você abra mão de ser espontânea para assumir diferentes modelos, jamais agradará a todos. Isso é impossível! E mais: você sempre será criticada por algum motivo. Quero que você perceba que as críticas não terão esse efeito arrasador se você não der importância a elas. Isso mesmo! Se as pessoas fossem um pouco mais inteligentes, não escutariam crítica alguma. Ou escutariam, mas com muita reserva: "Fulano me disse tal coisa? Será que é verdade? É melhor eu verificar se o que ele disse faz sentido". Você deve tirar conclusões com base na sua própria observação. E o detalhe: sempre com a mente lúcida e tranquila, e com os pés firmes no chão. O problema de receber críticas é quando a gente dá muito crédito à opinião dos outros. O que isso significa? Que você sempre se coloca em segundo plano. Desde pequenina, dá o lugar aos outros (não importa se está muito cansada), não machuca os outros (não importa quais sejam seus sentimentos)... Tudo é para os outros. O outro vai entrando de tal maneira em nós mesmos que temos um departamento na nossa cabeça que se chama Os Outros. Pode não haver ninguém controlando suas atitudes, mas você já está se justificando, dando satisfações. Que horror! Você? Ah, você está sempre em segundo plano, vai ficando lá no fundinho. E é por isso que as críticas magoam tanto seu coração. O segredo é um só: ponha-se sempre em primeiro lugar. Não estou estimulando o egoísmo, mas a autovalorização e a autoestima. Quero que as pessoas deem importância aos próprios dons e escutem os próprios sentimentos e emoções. Acredite! O sucesso vem quando a gente deixa de ligar para as opiniões dos outros. Se você cair na loucura de ouvir o mundo para se orientar, vai acabar se arrebentando. E essas pessoas que você tanto considera serão justamente as primeiras a lhe desprezar, a largar você no meio do caminho. Porque a lei é essa: você só pode dar valor a quem tem valor. Sempre que se deparar com uma crítica, pare e pense: "O que importa é o que eu sinto, não o que essa pessoa sente. O importante é o que eu ouço, não o que o outro fala. O essencial é o que eu penso, não o que o fulano ou o sicrano pensam. Dou valor àquilo que realmente sinto. A natureza me fez responsável por mim e assim o serei - para sempre!".

quarta-feira, 30 de março de 2011

Encontre hoje a sua felicidade

Quero ensinar a você um exercício. Com ele, você viverá definitivamente de bem com a vida. É como eu disse na coluna anterior: somos os maiores responsáveis pelas situações delicadas nas quais nos envolvemos. Sim, precisamos nos libertar! O exercício a seguir vai ajudar você a se soltar e ficar livre de sensações que só aprisionam sua alma, deixando você cega às oportunidades de felicidade que passam à sua frente. Vamos lá? Se você puder, ponha para tocar uma música suave e feche os olhos. Comece o exercício soltando algumas amarras que estão dentro de você. Solte essa vítima que, às vezes, você incorpora. Deixe de dar tanta importância aos desapontamentos que você teve na vida. Afinal, a vida continua! Agora repita: "Estou aqui e vivo a vida com os desafios que ela me traz. Eu não sou vítima, não protejo mais essa coisa pequena. Eu assumo minha coragem! Assumo minha vontade de ir em frente e a necessidade de estar sempre de bem com a vida. Eu posso manter meu alto-astral - permito-me falar o que quero, deixo que meus sentimentos se expressem como são. Eu posso manter o bom humor! Para isso, deixo que as pessoas cuidem dos próprios problemas e eu assumo os meus. Para continuar com esse entusiasmo, eu não espero nada de ninguém. Afinal, sou livre para aproveitar tudo que existe ao meu redor. Deixo minha curiosidade avançar até onde ela quer. Eu decido ser engraçada, ter humor e não levar as coisas tão a sério. Sim, eu posso sorrir, eu posso jogar fora minhas mágoas, minhas tristezas, meus desapontamentos e minhas desilusões. Que bom jogar fora todas as desilusões!". Vamos lá: faça isso por si mesma! Às vezes, você recomeça assim, renovada, e se sente meio atrapalhada. Parece até que está forçando a barra. É isso mesmo! É preciso forçar um pouquinho para dar o arranque. Continue dando esse tranco até que o motor esquente e você comece a despertar em si o ânimo e a alegria que dormiam, o humor que estava posto de lado. Deixe aflorar a criatividade, a curiosidade, a liberdade, as ideias, os verdadeiros objetivos. Volte a dizer: "Eu posso manter meu alto-astral porque me aceito como sou". Jogue pra dentro de si essa sensação gostosa: eu aceito. "Aceito que me deixei envolver pela tristeza, fruto dessas situações delicadas e difíceis que acabei criando quase sem perceber. Mas não brigo comigo: fiz o que fiz por achar que era o melhor, e agora eu me dou conta de que essa atitude não é mais a melhor pra mim. Eu me aceito como sou, diferente dos outros. Aceito que muitas pessoas não vão me entender, não vão gostar de mim. Aceito que não sou tão corajosa quanto poderia ser. Eu me abro pra crescer! Aceito que não sou tão coerente e sincera, e que não sou tão capaz. Aceito também que não sou perfeita. Eu cometo erros, mas também acerto. Aceito ser como sou porque essa é a minha viagem. Aceito minha vida com as coisas que eu criei e as pessoas que atraí. Aceito, assim, a possibilidade de mudar e renovar. Quando eu me aceito dessa maneira, encho-me de força e coragem. E não me canso jamais, porque enfrento as dificuldades sem medo. Eu supero tudo - sempre firme!"

segunda-feira, 28 de março de 2011

Aceite o outro como ele é


Filhos, pais, irmãos, primos, avós, maridos, amigos... Não importa o grau de parentesco: o segredo para estabelecer vínculos afetivos realmente verdadeiros está na flexibilidade com a qual se conduz cada relação. Como já citei algumas vezes, é fundamental saber aceitar as diferenças, os valores e as vontades dos outros. Essa postura flexível e leve irá atrair as pessoas ao seu redor. Elas vão querer estar sempre ao seu lado. Tem dificuldades para colocar isso em prática? Pois, hoje, trago um exercício que vai ajudar você nessa empreitada. Vamos lá? Comece tirando qualquer sentimento passado de culpa. Agora, liberte-se dessa personalidade radical, extremista, julgadora, justiceira - enfim, dessa mania de dirigir a vida dos outros da maneira como você conduz a sua. Algumas vezes nós nos tornamos muito fechados. Vamos, então, tentar abrir ao máximo nosso leque de aceitação. Lembre-se de que cada pessoa deste mundo está tentando seguir um caminho à própria maneira, como julga ser o correto. Todos nós estamos numa aventura para conhecer as coisas. Sinta como se você tirasse um espírito opressor que esteve ao seu lado durante toda a sua vida. Quer manter bons elos? Eu reforço: deixe de ser tão exigente, intransigente e arrogante. Tudo que você sabe deve ser usado para si mesma. O restante? Deixe estar e abençoe. Você tem filhos? Então, diga: "Vá, filho, escolha seu caminho. Eu lhe abençoo. Você é único, e eu aceito suas diferenças. Não estou aqui para criticar. Eu apenas acompanho - sou colega. Quero esse elo espiritual. Quero essa coisa boa com você!". É isso, pessoal. Se a gente pensa com egoísmo, perde tudo. Se nos abrimos aos elos, só ganhamos. Porque quando solta alguém é que a gente possui essa pessoa de verdade. E quando prende ou impõe, a gente afasta as pessoas amadas. E repita: "De uma vez por todas, eu me abro para aceitar as pessoas, com momentos e particularidades que são diferentes das minhas". Vamos lá: adote essa conduta com os membros da sua família. Incorpore-a também no convívio social e no ambiente profissional. Quanto mais diferente for a criatura, mais você deve se abrir para aceitá-la. A partir disso, você pode perceber muita coisa boa que não via antes, enquanto era egoísta. Pode também conhecer milhões e milhões de realidades no mundo. Muito bem, agora que você está mais aberta e solta, feche os olhos e se eleve. Busque as conexões com suas famílias desencarnadas. Sim, o seu espírito tem elos extraordinários com pessoas que já se foram. Isso é muito importante, porque quando estamos na vida física essas criaturas torcem por nós. Participam como amigos invisíveis, nos socorrem, nos alimentam e tentam ajudar quando podem. As conexões são eternas e jamais se dissolvem. Por fim, repita: "Sei que não caminho só. E nesse elo há muito amor e muita paz. Meu espírito é lúcido para a eternidade. Quando sinto isso forte em mim, essa energia se espalha pelo grupo, fortalecendo os elos verdadeiros. Rompo distâncias e as barreiras da hipocrisia. Eu me aproximo do outro com sinceridade. À medida que me torno apta a aceitar as diferenças, me confraternizo neste mundo de paz".

quinta-feira, 24 de março de 2011

A vida

A vida é como uma grande corrida de bicicleta. cuja meta é cumprir a Lenda Pessoal.

Na largada, estamos juntos, compartilhando camaradagem e entusiasmo. Mas, à medida que a corrida se desenvolve, a alegria inicial cede lugar aos verdadeiros desafios: o cansaço, a monotonia, as dúvidas quanto à própria capacidade.

Reparamos que alguns amigos desistiram do desafio, ainda estão correndo, mas apenas por que não podem parar no meio de uma estrada; eles são numerosos, pedalam ao lado do carro de apoio, conversam entre si, e cumprem uma obrigação.

Terminamos por nos distanciar deles; e então somos obrigados a enfrentar a solidão, as surpresas com as curvas desconhecidas, os problemas com a bicicleta.

Perguntamo-nos finalmente se vale a pena tanto esforço. Sim, vale. É só não desistir.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Mojud e a Vida Inexplicável

(inspirado em um conto sufi)

Mojud era um funcionário de uma repartição pública em uma pequena cidade do interior. Não tinha qualquer perspectiva de um emprego melhor, e seu país atravessava uma grande crise econômica, e Mojud já estava resignado em passar o resto de sua vida trabalhando oito horas por dia, e tentando divertir-se durante as noites e os finais de semana, vendo televisão.
Certa tarde, Mojud viu dois galos brigando. Com pena dos animais, foi até o meio da praça para separá-los, sem dar-se conta que estava interrompendo uma luta de galos-de-briga. Irritados, os espectadores espancaram Mojud. Um deles ameaçou-o de morte, porque o seu galo estava quase ganhando, e ia receber uma fortuna em apostas.
Com medo, Mojud resolveu deixar a cidade. As pessoas estranharam quando ele não apareceu no emprego – mas como havia vários candidatos para o posto, esqueceram rápido o antigo funcionário.
Depois de tres dias viajando, Mojud encontrou um pescador.
- Onde você está indo? – perguntou o pescador.
- Não sei.
Compadecido da situação do homem, o pescador levou-o para sua casa. Depois de uma noite de conversas, descobriu que Mojud sabia ler, e propos um trato: ensinaria o recem-chegado a pescar, em troca de aulas de alfabetização.
Mojud aprendeu a pescar. Com o dinheiro dos peixes, comprou livros para poder ensinar ao pescador. Lendo, aprendeu coisas que não conhecia.
Um dos livros, por exemplo, ensinava marcenaria, e Mojud resolveu montar uma pequena oficina.
Ele e o pescador compraram ferramentas, e passaram a fazer mesas, cadeiras, estantes, equipamentos de pesca.

Muitos anos se passaram. Os dois continuavam a pescar, e contemplavam a natureza durante o tempo que passavam no rio. Os dois também continuavam a estudar, e os muitos livros desvendavam a alma humana. Os dois continuavam a trabalhar na marcenaria, e o trabalho físico os deixava saudáveis e fortes.
Mojud adorava conversar com os fregueses. Como agora era um homem culto, sábio, e saudável, as pessoas lhe pediam conselhos. A cidade inteira começou a progredir, porque todos viam em Mojud alguém capaz de dar boas soluções aos problemas da região.
Os jovens da cidade formaram um grupo de estudos com Mojud e o pescador, e logo espalharam aos quatro ventos que eram discípulos de sábios. Um dos jovens perguntou, certa tarde:
- Mojud resolveu abandonar tudo para dedicar-se a busca da sabedoria?
- Não – respondeu Mojud. – Eu tinha medo de ser assassinado na cidade onde vivia.
Mas os discípulos aprendiam coisas importantes, e logo transmitiam à outras pessoas. Um famoso biógrafo foi chamado para relatar a vida dos Dois Sábios, como eram agora conhecidos. Mojud e o pescador contaram o que tinha acontecido.
- Mas nada disso reflete a sabedoria de vocês – disse o biógrafo.
- Tem razão – respondeu Mojud. – Mas é a verdade. – Nada de especial aconteceu em nossas vidas.
O biógrafo escreveu durante cinco meses. Quando o livro foi publicado, transformou-se num grande êxito de vendas. Era uma maravilhosa e excitante história de dois homens que buscam o conhecimento, largam tudo que faziam, lutam contra as adversidades, encontram mestres secretos.
- Não é nada disso – disse Mojud, ao ler sua biografia.
- Santos precisam ter vidas excitantes – respondeu o biógrafo. – Uma história tem que ensinar algo, e a realidade nunca ensina nada.
Mojud desistiu de argumentar. Sabia que a realidade era o que ensinava tudo que um homem precisa saber, mas não adiantava tentar explicar isso.
“Que os tolos continuem vivendo com suas fantasias”, disse para o pescador.
E ambos continuaram a ler, escrever, pescar, trabalhar na marcenaria, ensinar os discípulos, fazer o bem. Só prometeram nunca mais tornar a ler livros sobre vida de santos, já que as pessoas que escrevem este tipo de livro não compreendem uma verdade bem simples: tudo que um homem comum faz em sua vida o aproxima de Deus.